Archive for Dezembro, 2007

E o Netscape, enfim morreu…

Segunda, Dezembro 31st, 2007

A America online finalmente anunciou o que todos já sabiam: O Netscape morreu. A partir de primeiro de fevereiro de 2008 o software será descontinuado.

Não posso dizer que já foi tarde, porque, afinal, se não fosse nosso amigo Marc Andreesen e o Netscape, com certeza a internet não seria o que é. Dá até um certo pesar, já que qualquer um que saiba um pouco da história da internet sabe que Andreesen caiu do cavalo por uma grande campanha prá lá de agressiva da Microsoft, revelando o que também todos já sabiam: Que Bill Gates não é um cara bonzinho. É um empresário. E, como tal, que ganhar dinheiro de qualquer forma.

O caso é que, depois que o Netscape foi vendido para a AOL, a coisa degringolou de uma maneira poucas vezes vista na indústria de software. Agora, depois da investida da Mozilla através do Firefox ficou realmente insustentável a permanência do Netscape. Segundo pesquisas recentes, o browser tinha cerca de 0,6% do mercado. Muito, muito pouco mesmo. Talvez apenas Steve Jobs conseguiria salvar o software. Mas Steve Jobs não estava lá. E o Nescape morreu.

Meus pêsames à família e também a todos nós, que vivemos e gostamos da internet. Aquele “tio mais velho” acabou de falecer.

Homens do Amanhã

Domingo, Dezembro 30th, 2007

Acabei de ler um dos livros mais legais sobre quadrinhos e cultura de massa que já pus a mão: Homens do Amanhã, de Gerard Jones é um primor.

Nele, o autor revela como foram forjadas as principais bases dos chamados “comics” norte-americanos, isso tudo tendo como base a invenção de dois nerds (ou geeks, como no livro): O Superman.

Só que o livro vai muito além. Jones começa desde o século retrasado,  onde imigrantes judeus foram expulsos de diversos países e foram parar em guetos norte-americanos. Entre eles, Harry Donelfeld e Jack Liebowitz. O primeiro, um fanfarrão que teve a maior indústria de entretenimento nas mãos e o segundo, seu contador. Jones descreve as histórias destes homens desde os tempos dos sindicatos até a formação do Time-Warner Group. Isso tudo passando por revistas pornográficas, crimes na lei seca e desvio de verbas. Um primor.

Junto à esses senhores, temos a história de Siegel e Shuster, dois judeus um pouco mais jovens que os anteriores mas igualmente sonhadores. Os homens que criaram o Superman. E, claro, foram surrupiados pelos dois camaradas supracitados.

A parte mais interessante, no meu ponto de vista, é ver como Jones não toma partido, não faz juízo de valor. Deixa o leitor decidir quem está certo e quem está errado nas decisões tomadas. Na maioria delas, Liebowitz e Donenfeld são vilões. Mas nem sempre. Se Jerry Siegel fosse um tanto menos orgulhoso, e muito menos tonto, com certeza não teria sido passado tão para trás.

Temos também no livro histórias do criador de Batman, Bob Kane, que nunca foi passado para trás e, muito por causa disso, passou muita gente para trás, temos a história do surgimento da Marvel comics e de como Stan Lee virou a cara dos quadrinhos na década de 60, histórias sobre os quadrinhos de terror e as franquias comicas da Disney.

Enfim, um grande livro, indispensável para quem, como eu, adora a nona arte. O único problema sério é a capa ridícula, que desestimula qualquer humano a comprar o livro. Sinceramente, se não lesse as resenhas sobre o livro, jamais o compraria, uma vez que a capa dá a entender que o livro é sobre gadgets, infância, ou qualquer coisa do gênero. A Conrad poderia ter caprichado mais na apresentação.

O ataque dos tomates assassinos

Quarta, Dezembro 26th, 2007

Férias são um fenômeno interessante. Você passa o ano todo implorando e, quando elas finalmente chegam, você fica entediado. Principalmente se você tira férias antes do resto da galera.

De qualquer forma, quarta-feira encontrei um blog muito bom (cinetrash revival), com links de downloads de filmes trash. Eu não sou muito fã do gênero, mas algumas vezes fico curioso.

Estava fuçando o que tinha de bom por lá quando dei de cara com um clássico: O Ataque dos Tomates Assassinos.

O filme é muito, muito ruim! Mas de tão ruim, fica bom. Algumas das piadas são geniais, como o militar especialista em disfarces que se disfarça de tomate. E é descoberto porque pede ketchup na refeição com os tomates. Isso sem falar na tiração de sarro com o Superman e com Hair.

Os atores são péssimos, no mesmo nível das piores pornochanchadas nacionais, e isso dá um certo clima para o filme. os efeitos especiais, então, são hilários. Fazem com que os filmes do Godzilla (que eles também sacaneiam) sejam superproduções. E a melhor parte são as vozes dos tomates. Afinal, que tipo de monstro não tem um rosnado ameaçador?

Ruim, ruim de doer!!!! mas que é engraçado é. Como eu sempre falo aos meus alunos, há de se ter discernimento. Você pode gostar, mas não pode falar que é bom. Este é o caso!

Feliz Natal do Scama

Domingo, Dezembro 23rd, 2007

E não é que crescemos muito neste ano?
2007 foi o ano que o Bernardo nasceu e cresceu, assim como o Bruno que vou conhecer em janeiro e o novo(a) irmãozinho(a) da Gabi, que aproveitou o finalzinho de 2007 para crescer dentro da barriga da Ale.
O ano que pude apreciar o crescimento de inúmeros alunos, percebendo como uma faculdade séria faz diferença. O ano que vários desses alunos se formaram, e cresceram tanto que são maiores que seus mestres. Por méritos próprios, pelo crescimento próprio, hoje são o futuro que tanto almejaram há pouco mais de dois anos.
O ano que eu cresci tanto que descobri que Macintosh é a melhor máquina do mundo, e que vale cada centavo investido. O ano que passei no mestrado. (Tenho que aproveitar os louros de ter passado nesse final de 2007, porque no momento que começarem as aulas, estou irremediavelmente ferrado…)
Claro que nem todos cresceram este ano. O Corinthians, coitado, diminuiu de divisão. Mostrando que tem a maior e mais fanática torcida do planeta, mas que nem a melhor torcida do mundo recupera um time perna-de-pau. E que venha a segunda divisão.
Ano que infelizmente vimos várias pessoas morrerem em acidentes aéreos, e uma imbecil falando que basta relaxar e gozar diante da situação. Mas tudo bem, afinal, o que se pode esperar de uma mulher que criou o Supla? O ano que andar de carro ou de ônibus foi mais rápido que enfrentar um aeroporto.
O ano que o baixinho Romário cresceu em número de gols, mesmo não tendo feito uma boa parte deles. É importante, porém, saber que podemos contar com nossas partidas de totó (pebolin para os mais íntimos) para aumentar nossas chances de fazer sucesso na mídia.
Ano que o principal rabino do país foi preso por roubar gravatas, mostrando que não importa sua religião, ela tem mandatários podres. Padres são pedófilos, rabinos ladrões. E as pessoas continuam acreditando. Nem todos podem crescer, afinal de contas.
Ano que o ACM morreu, causando uma reviravolta no inferno, ao tentar assumir o lugar do capeta. O bêbado Yeltsin foi junto com ele. Infelizmente pessoas ruins continuam vivas, enquanto Paulo Autran, Luciano Pavarotti e Nair Belo morreram. Ao mesmo tempo que um bando de adolescentes também foram dessa para melhor por causa de mais um louco americano. A maior nação do planeta não consegue crescer.
Ano que descobrimos que o Brasil também não cresceu em quase nada, à exceção da cara-de-pau. Seja com Renan Calheiros, que nunca fez nada, seja com Lula, que nunca sabe de nada ou com o próprio povo, que comemora a “vitória” para a realização da copa do mundo, sem se preocupar com o fato de o Brasil ser o único concorrente.
Mas crescemos, individualmente, quando olhamos para o lado e percebemos que temos, além de companheiros de trabalho, amigos. Crescemos quando temos a felicidade de tornar nossa labuta diária em um mar de risos e diversão. Quando percebemos que as pessoas não estão agindo por obrigação, e sim por paixão e tesão pelo trabalho. Quando o que deveria ser monótono torna-se divertido e quando as risadas são uma constante.
Crescemos quando temos que tomar decisões, e às vezes chamar seus antigos companheiros de trabalho apenas como amigos, porque você não pode mais trabalhar com eles. Crescemos quando temos certeza de deixar um profissional à altura, principalmente pelo fato de ter podido contribuir com a formação deste profissional.
E você? Cresceu?
Se você, hoje, olhar para o lado e enxergar amigos, se você olhar para o lado e se divertir, se você olhar para o lado e perceber que fechou o ano com a sensação de dever cumprido, você cresceu.
Se você percebeu que ajudou alguém a crescer, você cresceu.
Se você sorriu, você cresceu. Se você chorou, você cresceu. Se você viveu, você cresceu.

Feliz Natal e um grande 2008!!!

Por que ter um iPod?

Sábado, Dezembro 22nd, 2007

iPodDurante muito tempo falei que ter um iPod era uma grande besteira. Também disse que um xing-ling coreano comprado no Paraguai era uma melhor opção, uma vez que era mais barato, mais fácil de chegar até aqui e, não se eu já falei, MUITO mais barato. Além de tudo, o iPod era mais caro.

Bom, mas eu comprei um iPod e agora tenho que me defender, pois não mudei minhas idéias. O iPod é que melhorou muito.

Para começo de conversa, sempre achei que um dispositivo que eu precisasse ficar escolhendo qual música gravar era uma dor de cabeça. Afinal, eu queria poder escutar o que me desse na veneta, na hora que eu quisesse. Isso sem falar que eu gastei um belo tempo e uma bela grana (sem falar o esforço) para ter uma grande coleção de cds. Se eu não pudesse digitaliza-los e colocar todos em apenas um lugar, de que me adiantaria?

Veio então o iPod de 160 Gb. Well, com esse tamanho minha coleção caberia dentro do aparelhinho. Hmmmm. Comecei a me empolgar com a idéia.

Outra coisa que sempre me incomodou um pouco no iPod é que ele sempre teve que ser coordenado pelo iTunes, que funcionava muito lentamente no meu PC. Quando comprei o mac, esse problema parou de existir.

Mas o tiro de misericórdia veio quando decidi fazer da minha biblioteca (sim, eu moro sozinho, logo posso me dar ao luxo de, no quartinho extra, crir uma biblioteca) também um espaço de som, capitaneado pelo meu mac, ligado no meu antigo som da Aiwa que não lê mais cds. Quando fiz isso, senti a necessidade de começar a organizar melhor minha coleção, e nisso o meu iTunes foi espetacular.

Um dos motivos pelos quais eu sempre defendi o cd foram as capas. O outro era a existência (ok, não em todos) das letras das músicas. Isso sempre foi um diferencial. Tanto que o próprio disco de vinil tinha um apelo ótimo nesse sentido. Capas maiores, letras em papel maior…

Só que com o iTunes e um plug-in chamado Gimmesome Tune essas duas particularidades vieram à tona. O meu iTunes agora pode procurar as capas dos discos E as letras das canções ( e exibi-los, logicamente). A idéia de um iPod se aproximava rapidamente.

Com a minha discoteca (nome ultrapassado, huh?) organizada (como você pode conferir aqui) comecei a mexer melhor no iTunes, e descobrir a magia do Cover Flow. Não, ele não funciona apenas para ser bonitinho. Realmente ajuda. Isso sem falar que graças ao gimmesome tune eu podia ler todas as letras apenas apertando um conjunto de teclas de atalho.

Não teve mais jeito. Comprei o iPod. 160 Gb. Agora TODA minha coleção de cds cabe na palma da minha mão, além de alguns vídeos que baixei no You Tube graças ao ótimo software TubeTv. Também tem um joguinho muito bom no novo iPod, parecido com o Jogo do Milhão do titio Silvio, mas com sua própria biblioteca de álbuns. Muito mais bacana do que o joguinho da geração 5. Isso sem falar que o Cover Flow está presente e que a interface está mais intuitiva do que nunca.

Ainda penso que, se você não é um ouvinte incondicional de música, e se toda sua coleção de cds cabe num porta-cds de 15 unidades, um xing-ling paraguaio terá um custo benefício muito maior do que a compra de um iPod. Agora, se você realmente escuta música, aconselho dar uma olhadela no gadget da Apple.

Voltei!

Sexta, Dezembro 21st, 2007

Depois de um tempão fora do ar, eis que volto para escrever. Como vocês devem ter percebido, troquei o visual do blog novamente. Fiz isso porque todos os visuais que se acertam no firefox - mac NÃO se acertam no Internet Explorer - Windows. Daí fica complicado para testar. Na verdade, só vou arrumar esse layout definitivamente quando tiver meu mac e um pc ao mesmo tempo, a disposição. Enquanto isso não acontece, ficamos com esse aí mesmo.

Quanto às novidades, passei no mestrado da UTFPR (antigo CEFET) em Tecnologia e Interação. Isso quer dizer que, pelos próximos dois anos estarei tão são quanto meu amigo careca ao lado (Dr. Silvana, para quem não reconheceu a figura).

Como meu tema será sobre quadrinhos e interação, acredito que muito sobre isso falarei aqui neste espaço. Caso eu realmente fique louco, aguardem pelos planos de conquista global, que colocarei aqui.