Ideas, Máquinas Y Valores
Domingo, Março 30th, 2008Cutcliffe, Stephen H. Barcelona: Anthropos
compreensão do contexto social da tecnologia [7]
foi-se necessário, a partir dos anos 70, uma nova visão, agora crítica, das ciências, da tecnologia e do progresso, além de uma reflexão do papel da ciência e da tecnologia para a sociedade. A compreensão do contexto social da tecnologia
criação das CTS [7]
a criação das CTS nos anos 70 como uma busca de ciência, e também uma crítica ao determinismo tecnológico.
escritores [8]
Entre os escritores mais populares, temos Rachel Carson, que no seu livro Silent Spring alertou sobre os problemas com o DDT, Ralph Nader, um ativista dos direitos do consumidor que escreveu um livro denunciando o Corvair (modelo de carro). Já em 1972
o Clube de Roma fez um informe chamado Limits of Growth.
mudança de pensamento [8]
começou-se a pensar fora da idéia da ciência como redentora. Pensou-se o custo social das invençoes e dos aparatos tecnológicos.
conjuntura social [8]
a conjuntura do nascimento das CTS dá-se com o movimento de contra cultura norte-americano, com os protestos ante a guerra do Vietnã, a energia nuclear e o alto consumismo.
grupos ativistas [9]
A partir daí formaram-se vários grupos ativistas, a maioria reclamando dos efeitos nocivos das tecnologias no meio ambiente. Energia Nuclear, bioengenharia, aresosóis, transporte…
conferências [10]
A discussão amplia-se e várias conferências são feitas ao redor do globo, principalmente focadas no tema do meio-ambiente, como a Eco-92
Suécia [11]
Na suécia, o modelo foi oposto, ou seja, de cima para baixo, corporativo. Ali, em 1970 o parlamento sueco aprovou uma lei de codeterminação de vida laboral. Assim, os trabalhadores suecos poderiam participar mais ativamente das decisões no que se referia ao processo de trabalho, principalmente no que dizia respeito à tecnologia e trabalho.
Dinamarca [11]
Na Dinamarca, o sindicato dos trabalhadores começou, em 1970, a reivindicar o estudo sobre avaliação tecnológica e o plano de cultura política. Em 1985 foi criado por fim um conselho de tecnologia no parlamento dinamarques
Derek Price [11]
Na Inglaterra, o estudo de Derek de Sola Price, intitulado Little Science, Big Science, de 1963 impulsoinou os debates sobre tecnologia e sociedade.
agências reguladoras [11]
Foram, então, criadas diversas agências reguladoras. Para energia nuclear, para seguridade no trabalho, seguridade viária, etc. Todas elas com a clara intenção de abrir para a sociedade a discussão em torno do tema CTS
UCA [13]
A UCA, que tem como missão discutir os usos da ciência, é a maior organização mundial para estudos da ciência, e já contou com
250.000 membros após o final da segunda guerra. Atulamente conta com aproximadamente 70.000 membros.
Snow [14]
Snow descreveu a brecha entre a sociedade e a ciência, como duas culturas que não se comunicam. Para ele, cientistas e humanistas tinham um gap de informações e tolerância.
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intelectuais [14]
Críticos e intelectuais acabaram por levar à público a noção de que a ciência não é pura, e que está carregada de valores e que, em geral, eram problemáticas em termos de impacto social. Os principais teóricos estavam: Jcques Ellul, Lewis Mumford, C.P. Snow, Thomas Kuhn, John Ziman e J.D. Bernal
crescimento [14]
O aumento e fortificação das agências, institutos e publicações estudando o impacto das tecnologias na sociedade indicam o crescimento dos estudos CTS. A seriedade com que foram discutidas as questões ampliaram ainda mais a difusão da percepção dos males da tecnologia na sociedade, levando questões pertinentes às salas de aula e a criação de estudos interdisciplinares para estudar a questão.
primeiros estudos [15]
No início dos estudos CTS, eles eram basicamente críticos, principalmente como uma resposta aos anos de acriticidade advindos da idéia do milagre científico.
quarta geração [16]
No final dos anos 80, início dos 90, começa-se a ter uma interpretação contextualista, ou de construtivismo social e que conduziu a um ponto de vista no qual a ciência e a tecnologia são concebidas não tanto como produtos feitos apenas objetivamente, e mais como fatores causais socialmente determinados
terceira geração [16]
A terceira geração, nos anos 80, dedicou-se a criar programas de “alfabetização científica”, e a divulgar a CTS.
segunda geração [16]
A segunda geração de estudos CTS tentava levar o conhecimento a todos os estudantes. Esta geração começou a difundir uma interpretação da ciência com base nos processos sociais.
atualmente [17]
Atualmente as oscilações e as atitudes com respeito à ciência e tecnologia do campo CTS parecem ter se aplacado. A idéia de ser “pró” ou “contra” a ciência não ajuda muito. Hoje existe uma postura crítica, mas sem deixar de levar em conta o fato de a tecnologia realmente existir, e que ser contra não implica em não usar a tecnologia. temos sim que estudar cada vez mais os impactos da tecnologia e das ciências na sociedade, e difundir tal conhecimento. Atualmente CTS concebe a ciência e a tecnologia como projetos complexos que se dão em contextos históricos e culturais específicos. O concenso é que se a ciência e a tecnologia nos trazem benefícios, também nos trazem malefícios.
programas CTS [18]
o primeiro programa CTS foi o da universidade de Harvard, com financiamento de 5 milhões de dólares por parte da IBM em 1964. Seu principal objetivo foi fazer investigações sobre os efeitos da mudança tecnológica na economia, nas políticas públicas e na sociedade. O programa acabou se dissolvendo rapidamente graças a brigas internas. Em 69 surgiu o programa na universidade de Cornell, no mesmo ano o programa da universidade da Pennsylvania. Em 1972 na universidade de Lehigh surgiu o programa para estudar as perspectivas humanistas da tecnologia. Em 1977 o MIT começou a pesquisar Ciência, Tecnologia e Sociedade
definição CTS atualmente [18]
Atualmente CTS concebe a ciência e a tecnologia como projetos complexos que se dão em contextos históricos e culturais específicos. O concenso é que se a ciência e a tecnologia nos trazem benefícios, também nos trazem malefícios