Archive for the ‘design de interação’ Category

O Design no dia-a-dia - Capítulo 1 – A psicopatologia dos objetos do cotidiano

Domingo, Março 9th, 2008
Norman, Donald A. – O design do dia-a-dia – Rio de Janeiro: Rocco, 2006 - à venda aqui

28 – Um dos princípios mais importantes do design é a visibilidade, onde as instruções, sejam elas ícones, palavras ou o simples mecanismo de ação do equipamento que devem estar “na cara” do usuário.
31 – Quando o equipamento precisa de instruções, estas têm que estar claramente explicadas. Uma instrução mal feita pode piorar ainda mais as coisas.

31 – Todos os equipamentos que promovem um tipo qualquer de operação deve mostrar um resultado visível dessa operação.

31 – Os aparelhos mais triviais, atualmente, como fogões, aparelhos de som, DVD… precisam necessariamente da leitura de seu manual. Sem isso, as pessoas memorizam apenas o mínimo óbvio para o aparelho funcionar.

31 – Apenas as coisas certas tem que estar visíveis ao usuário, para indicar quais peças usar e como. Tanto o excesso de visibilidade (como o painel de um aparelho de som) como a falta de visibilidade (como softwares muito complexos) prejudicam a utilização do equipamento pelo usuário.

33 – O termo “affordance” diz respeito às propriedades percebidas e reais de um objeto. Principalmente as propriedades fundamentais que determinam de que maneira o objeto poderia ser usado.

33 – Quando objetos simples precisam de imagens, rótulos ou instruções, o design falhou.

34 – Existem aproximadamente 20.000 objeto cotidianos. Cerca de 30.000 objetos prontamente identificáveis para um adulto.

37 – Um bom modelo conceitual nos permite prever o efeito de nossas ações.

40 – Por melhor e mais bem intencionado que seja o designer, ele nunca poderá estar junto ao seu usuário, logo, ele imagina que seu “modelo de design” seja idêntico ao “modelo de usuário“ na hora que o usuário for utilizar o equipamento. Se a “imagem do sistema” não for suficientemente clara, o usuário acabará com o seu  modelo mental (“modelo do usuário”) errado.

46 – Sempre que um equipamento possui um numero de ações possíveis maior do que o numero de controles, a tendência é haver dificuldade.

47 – O bom relacionamento entre o posicionamento do controle e o que ele faz torna fácil encontrar o controle apropriado para a tarefa específica desempenhada pelo controle.

47 – Mapeamento natural é o aproveitamento das analogias físicas e padrões culturais, que conduz à compreensão imediata.

48 – Um aparelho é fácil de usar quando o seu conjunto de ações possíveis são visíveis, e seus controles e displays exploram os mapeamentos naturais.

50 – Jamais esquecer o feedback, onde o equipamento deve dar ao usuário o retorno de informações sobre a ação que foi executada.

53 – O desenvolvimento de uma tecnologia tende a seguir uma curva de complexidade em forma de U: começa alta, cai para um nível confortável e baixo e depois torna a subir. Isso porque o início de um projeto (produto) é muito difícil. Quando os designers estão confiantes no que fazem, os equipamentos tornam-se confortáveis para serem feitos. Logo depois entram novas empresas no mercado e fazem revoluções na idéia original.

54 – Ponto interessante: Para que serve uma tecnologia que é complexa demais para ser usada?

55 – Quando o número de funções e operações exigidas excede o numero de controles, o design torna-se arbitrário, anti-natural e, consequentemente, mais difícil ao usuário.

56 – A mesma tecnologia que faz maravilhas e coloca mais funções para simplificar nossas vidas também acaba deixando a vida mais complexa por termos de buscar novos conhecimentos para usar-mos.

O Design no dia-a-dia (prefácio)

Sexta, Março 7th, 2008
Norman, Donald A. – O design do dia-a-dia – Rio de Janeiro: Rocco, 2006 - à venda aqui

8 – Falhas de design podem levar a erro humano. Que pode levar à morte.

9 – Norman trabalhou na Apple e depois se juntou ao Jakob Nielsen para criar o Nielsen Norman Group.

11 – O design é um ato de comunicação, então o designer deve conhecer intimamente a pessoa que vai usar seu produto.

12 – Para compreendermos como usar as coisas, precisamos de modelos conceituais de como elas funcionam.

12 – Quando se projeta um controle, deve ser óbvio o seu funcionamento. O usuário sempre deve saber o que o controle faz. Norman chama isso de mapeamento natural.

13 – O equipamento sempre deve dar um feedback, indicando ao usuário o que está acontecendo, e evitando esforços desnecessários.

13 – Criar equipamentos onde as coisas só podem ser feitas de uma maneira. Colocando, assim, uma restrição ao seu uso errado.

13 – Quando um equipamento vem com instruções coladas nele, sobre como usa-lo, seu design é ruim.

16 – affordances – Um bom designer sempre se assegura que as ações apropriadas sejam visíveis, e as inapropriadas, invisíveis.

16 – A tecnologia muda rapidamente, mas as pessoas não.

20 – Muito do nosso conhecimento está exposto nas coisas cotidianas, e não nas nossas cabeças, armazenados. É como se aprendêssemos instantaneamente várias das coisas que usamos diariamente. Não memorizamos como as usamos. Simplesmente as usamos. Confiamos nelas.

22 – David Rubin – Duke University analisava o processo de lembrança da poesia épica.

Introdução ao pensamento de Bakhtin

TerÇa, Março 4th, 2008
Fiorin, José Luiz
Introdução ao pensamento de Bakhtin – São Paulo – Ática, 2006 - à venda aqui


Algumas idéias sobre o pensamento de Bakhtin extraídos do livro.

•    Toda compreensão de um texto (não importando a qualidade dessa compreensão) implica em uma responsividade, e , por conseqüência, um juízo de valor. O leitor concorda ou discorda, total ou parcialmente, etc. Toda compreensão é carregada de resposta.
•    Quando se compreende um texto, tem-se o dialogo com o texto, mas também com o escritor e com outros textos similares. Com isso, pode-se dizer que a leitura de uma obra é social e também individual.
•    A compreensão de um texto, então, é a soma do texto em si, do juízo de valor do leitor e a soma de todos os demais textos já lidos pelo leitor.
•    Bakhtin negava as diferenças entre cultura popular e cultura erudita. Importante pela questão da cultura popular dos quadrinhos e para amarrar com as idéias de Walter Benjamin.
•    A teoria da superestrutura para Bakhtin é que há uma dissociação entre o mundo da teoria e o mundo da vida. O mundo da teoria é o mundo das generalizações. O mundo da vida é o da historicidade viva, onde seres únicos realizam atos irrepetíveis. Ambos os mundos são incomunicáveis entre si.
•    Dialogismo é o fenômeno que ocorre em todo e qualquer discurso, é a orientação natural de qualquer discurso vivo, em qualquer direção, um discurso se encontra com o discurso de outra pessoa.
•    Todos os processos de comunicação independentemente de sua dimensão, são dialógicos.
•    Isso quer dizer que o enunciador, para constituir um discurso, leva em conta o discurso de outrem, que está presente no seu. Por isso, todo discurso é inevitavelmente ocupado, atravessado, pelo discurso alheio. O dialogismo são as relações de sentido que se estabelecem entre dois enunciados.
•    O real apresenta-se para nós sempre semioticamente, ou seja, linguisticamente.
•    Um objeto qualquer do mundo mostra-se sempre perpassado por idéias gerais, por pontos de vista, por apreciações de outros
•    Bakhtin diz que os sons, as palavras e as orações são repetíveis, mas os enunciados, ou o momento em que eles são ditos, não é repetível. Assim, propõe a translinguística ou a metalingüística (que são sinônimos)
•    Um enunciado não existe fora do dialogismo. No enunciado estão presentes ecos e lembranças de outros enunciados.
•    As unidades da língua não têm autor,uma vez que qualquer um pode falar uma palavra. Já um enunciado tem um autor: “Fulano disse que…”
•    Primeiro conceito de dialogismo: Todo enunciado é dialógico. O dialogismo é o modo de funcionamento real da linguagem, é o princípio constitutivo do enunciado. Todo enunciado constitui-se a partir de outro enunciado, é uma réplica a outro enunciado. Portanto, nele ouvem-se sempre, ao menos, duas vozes. Mesmo que elas não se manifestem no fio do discurso, estão aí presentes. Um enunciado é sempre heterogêneo, pois revela duas posições. A sua e aquela que é sua oposição.
•    Para Bakhtin, a maioria das opiniões dos indivíduos é social, porém o dialogo não é totalmente sujeito aos discursos sociais, ou não haveria liberdade. Para Bakhtin, cada ser humano é social e individual.
•    Segundo conceito de dialogismo: Incorporação pelo enunciador da voz ou das vozes de outros no enunciado. Neste caso, o dialogismo é uma forma composicional.
•    Bakhtin diz que há duas maneiras de inserir o discurso do outro no enunciado:
a.    Discurso objetivado, onde é abertamente citado o discurso alheio.
b.    Discurso bivocal, onde não há separação muito nítida do enunciado citante e do citado. Possui um dialogismo interno.
•    Conceito de Intertextualidade: O discurso literário não é um ponto, um sentido fixo, mas um cruzamento de superfícies textuais, um dialogo de várias escrituras, um cruzamento de citações. Intertextualidade foi designado por Júlia Kristeva, em 1967, e, em suma, é a mesma coisa que dialogismo, porém com um nome diferente (e de mais fácil assimilação). Quem difundiu bastante esse termo foi Roland Barthes.
•    Terceiro conceito de Dialogismo: A subjetividade é constituída pelo conjunto de relações sociais de que participa o sujeito. Para Bakhtin o sujeito não é submisso às estruturas sociais, nem é uma subjetividade autônoma em relação à sociedade.
•    Como a realidade é heterogênea, o sujeito não absorve apenas uma voz social, e sim várias. Portanto, o sujeito é constitutivamente dialógico. Seu mundo interior é constituído de diferentes vozes em relações de concordância ou discordância.

O mundo Codificado

Segunda, Março 3rd, 2008
Flusser, Vilém – O mundo codificado São Paulo: Cosac Naify, 2007 - à venda aqui

Texto: Imagens nos novos meios – pg - 151

•    Uma imagem é uma mensagem, e como tal, tem um emissor que procura um receptor.
•    Para chegar ao receptor, é necessário transporte.
•    No início existia uma aproximação total do receptor, que dirigia-se para onde estava a imagem, como numa caverna ou na Capela Sistina
•    Mais tarde houve um transporte misto: As imagens iam para os museus e as pessoas saíam das suas casas para vê-las.
•    Mas também existe outro método, onde um indivíduo pode adquirir um corpo que transporte imagens e tornar-se receptor exclusivo dessa imagem.
•    Atualmente existem tecnologias que permitem que os receptores não precisem mais ser transportados (deslocarem-se). Essas imagens podem ser reproduzidas onde quer que o receptor se encontre, isoladamente, se necessário.
•    As imagens tornam-se cada vez mais transportáveis, e os receptores cada vez mais imóveis, isto é, o espaço político acaba se tornando cada vez mais supérfluo. Aqui podemos dizer que há a necessidade de refazer o espaço político da gibiteca.
•    Atualmente todas as mensagens (informações) podem ser copiadas e transmitidas para receptores imóveis.
•    Com isso tem-se uma revolução cultural, não apenas técnica, haja vista que agora o receptor não precisa mais distanciar-se do seu espaço privado para ser informado. Assim, o espaço público (político) se torna superficial.
•    Para poder administrar uma sociedade complexa é preciso antever o comportamento dessa sociedade.
•    As imagens muitas vezes servem de norte ao indivíduo, para que ele (a sociedade) possam orientar-se.
•    Cada publicação exige ser criticada pela sociedade, isto é, passa a ser integrada às informações acumuladas por aquele grupo.
•    Quanto mais difícil de se integrar à essas informações acumuladas, mais “original” e mais interessante é a publicação.
•    As pessoas pós-industriais passam seu “tempo livre” sendo programadas pelas imagens para funcionar como produtor e consumidor de coisas e de opiniões. Apenas “desligar” o equipamento não basta para sair dessa condição. Para tanto, é necessário (e praticamente impossível) segregar-se socialmente.
•    As imagens atuais tem a função de transformar os seus receptores em objetos.
•    Graças às imagens computadorizadas, elas podem ser transmitidas por um emissor a um receptor, onde são processadas e retransmitidas de volta.

Tienen Política los artefactos?

Quarta, Fevereiro 27th, 2008
WINNER, Langdon (1985) Tienen Política Los Artefactos? Ciencia, tecnologia, sociedad e innovación, Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura [on-line] [cited 26 September 2004] Disponível na World Wide Web em: http://www.campus-oei.org/salactsi/winner.htm

•    No mundo, o que importa não é necessariamente a tecnologia, mas sim o sistema social e econômico por trás dela.
•    A tecnologia é apenas uma faceta do progresso humano, porém, é condicionada por ele. Não se pode ser ingênuo e acreditar que a tecnologia apenas pode salvar ou condenar qualquer pessoa ou sociedade.
•    A tecnologia pode ser vista, em alguns casos, como um complemento das teorias da determinação social da tecnologia. Essa perspectiva identifica certas tecnologias como fenômenos políticos em si mesmas.
•    Pode-se, com a tecnologia, alijar grupos inteiros de pessoas, ou abraça-las. Tudo depende das intenções políticas do idealizador das tecnologias
•    As tecnologias podem ser utilizadas de maneira que facilitem o poder, a autoridade e os privilégios de grupos determinados. Tomemos a TV, que pode promover um candidato e derrubar outro.
•    Alguns tipos de tecnologia requerem que seus meios sociais se estruturem de um modo determinado. Como pode-se construir uma usina nuclear sem a presença de físicos e de técnicos?
•    Uma bomba nuclear é um artefato técnico extremamente político. Mesmo que ela exista, existe uma hierarquia para usa-la.
•    Outras tecnologias predominantemente políticas são as de transporte e as de comunicação.

Educação e Tecnologia

TerÇa, Fevereiro 26th, 2008
BASTOS, João Augusto (1997) Educação e Tecnologia. Revista Educação & Tecnologia. [on-line] Curitiba, CEFET-PR. Volume 1, n° 1, julho, [cited 26 august 2004], pp 05-29. Disponível na World Wide Web em: http://www.ppgte.cefetpr.br/revista/vol1/art1.htm

•    A educação no mundo de hoje tende a ser tecnológica, e, consequentemente, exige entendimento e interpretação de tecnologias.
•    Neste contexto, a educação apresenta-se não como necessidade universal, mas como compreensão dos homens, dos fenômenos humanos e dos fatos, pois a sociedade moderna inclina-se fortemente para o trabalho industrial, correndo o risco de abandonar os fundamentos da própria vida.
•    É necessária uma postura critica em relação à tecnologia, para que o homem continue sendo homem e não sucumba. A educação, por mais tecnológica e profissionalizante não pode se esquecer do ser humano.
•    Educar pensando criticamente faz com que educador e educando aprendam continuamente forjando um saber de práticas e de vida, o saber ser.
•    A teoria da ação comunicacional de Habermas é uma maneira reflexiva de observar os processos sociais e todos os seus males.
•    Para Adorno, educação emancipatória é a intermediação entre sujeito e objeto, para utilizar corretamente os instrumentos pedagógicos.
•    Acredita-se que, graças a educação, a tecnologia melhorará, deixando de ser apenas “coisas” técnicas.
•    A soma da educação com a tecnologia poderia fazer um mundo “real”melhor.
•    O fio condutor do acontecimento histórico foi a utilização e fabricação de instrumentos, provocando a dialética entre as necessidades naturais e a satisfação do homem. A necessidade determina o instrumento que, por sua vez, conduz à satisfação. Os instrumentos geram novas necessidades.
•    Assim surgiu a história da máquina. Em volta da máquina, são organizadas as relações de trabalho e alterados os comportamentos dos trabalhadores.
•    A tecnologia é uma linguagem que provoca ações sociais, e que nunca é neutra politicamente. A estrutura de poder sempre se vale das conquistas tecnológicas, e a tecnologia não existiria sem vontade política para desenvolvê-la.
•    O homem precisa controlar a tecnologia ao invés de ser controlado por ela. A melhor maneira de fazer isso é a educação.
•    Cabe ao historiador compreender o papel da máquina e sua importância em cada período histórico.
•    A história é a responsável por aproximar a educação da tecnologia, e fazer com que uma entenda a outra.
•    Graças à tecnologia, hoje o principal trabalho é o dos serviços, onde qualquer coisa pode ser uma “mini-fábrica”.
•    O trabalho muda para uma gestão descentralizada dos serviços, e com isso a principal força motriz torna-se a comunicação. Uma boa gestão de trabalho é aquela que faz com que todos os grupos colaborem entre si.
•    Quando trabalhadores e dirigentes não se falam (como no ambiente taylorista), a riqueza da linguagem é abandonada.
•    O trabalho hoje é algo alem do ganha-pão. Também é uma força para gerar novos conhecimentos.
•    A escola transforma artesão (errático) em professor quando sistematiza o ensino.
•    Saber = poder. O capitalismo sabe e se vale disso. Para o capitalismo, o saber da humanidade é mais uma das ferramentas para gerar riqueza.
•    O saber divide o trabalho entre intelectual e de execução. Ou seja, o modo de produção capitalista alija uma série de trabalhadores.
•    O trabalho hoje é uma ação eminentemente comunicativa. Assim, é necessário que o trabalhador busque o saber, cada dia mais. E esse saber provém mais do mundo do que das posições dogmáticas previamente estabelecidas.
•    O conhecimento tácito é implícito e impossível de ser traduzido num discurso. Essa parte do conhecimento que escapa do discurso e se transmite na pratica é chamado “modus operandi”.
•    Por mais valorizado que sejam os “modus operandi” e o conhecimento formal, o conhecimento ideal é a junção de ambos.
•    Educação tecnológica é mais do que apenas “dar o que o mercado quer”. É criar um indivíduo capaz tecnicamente, mas que também consiga pensar criticamente.

Imagem fotográfica e temporalidade social

Quarta, Fevereiro 20th, 2008
LEITE, Marcelo Henrique (2004) Imagem Fotográfica e Temporalidade Social. Studium, num. 18. Disponível em: http://www.studium.iar.unicamp.br/18/04.html Acesso em 21/09/2005. Trabalho apresentado ao NP-20 - Fotografia: comunicação e cultura no IV Encontro dos Núcleos de Pesquisa - XXVII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Porto Alegre, PUC-RS, 2004.

•    Flusser fala sobre a imagem técnica onipresente. Já Baudrillard fala da imagem-simulação como construtora de uma nova realidade.
•    Para Flusser as imagens existem graças à imaginação. Nelas perdem-se o tempo e o espaço, que é construído pelo leitor.
•    Ainda segundo Flusser, as imagens deveriam representar o mundo, mas não o fazem, uma vez que representam algo irreal.
•    As pessoas acreditam nas imagens, esquecendo que elas são construções.
•    A sociedade lê imagens falsas, mas as aceitam, criando a anomia da sociedade de massa.
•    As imagens digitais constroem novos mundos, deixando as pessoas incapazes de entender a realidade do momento em que a foto foi tirada.
•    Para Baudrillard, tudo tende à publicidade, da economia à guerra. Assim, até as imagens jornalísticas tendem a ser imagens publicitárias.
•    Para Flusser, o futuro da fotografia é o fotografo deixar de ser escravo do equipamento.
•    Para Baudrillard, não há mais tempo de reflexão, e achar que uma imagem retrata o real é ingenuidade.
•    Para Flusser, a imagem técnica é uma tentativa de fazer com que a sociedade não precise mais pensar, já que está tudo explícito. Já para Baudrillard, como não precisamos pensar, não conseguimos mais entender o fato, e somos escravos das simulações.
•    Para Martín-Barbero, a imagem é mais um segmento de consumo, e para estuda-las, temos que estudar o consumo de todos os segmentos.
•    Já que a leitura é um hábito de consumo, existe, além da reprodução, também a produção, que é independente e tem sua mensagem.
•    Para Martín-Barbero, o consumo também é um lugar de produção de sentidos, e é permeado pelas idéias culturais e sociais.
•    Para Martín-Barbero, o sistema de mídia está perdendo sua especificidade e se tornando uma parte de um sistema maior, como político, social ou econômico. Isso vai contra as idéias de Baudrillard.
•    O tempo cronológico é fundamental no capitalismo, mas não é na cotidianidade. O tempo é formatado também na sociedade e até nos indivíduos.
•    O tempo é uma das formas de articulação de poder, e o tempo globalizado não é necessariamente o tempo social da recepção consumo, uma vez que com o passar do tempo determinadas fotos atingem uma proporção ainda maior.
•    Apesar da globalização, as culturas e o tempo influenciam a leitura da foto.

Uma abordagem Sistêmica da atual crise ambiental

TerÇa, Fevereiro 19th, 2008
KRÜGER, Eduardo L. (2001) Uma abordagem sistêmica da atual crise ambiental. Desenvolvimento e Meio Ambiente: Teoria e metodologia em meio ambiente e desenvolvimento, Curitiba, UFPR, n° 4,jul/dez pp 37-43, Disponível na World Wide Web em: http://www.ppgte.cefetpr.br/selecao/2005/leituras/krueger2001.pdf

•    O que distingue tecnologia da técnica é a condição sócio-econômica e a fundamentação científica.
•    Tecnologia: Saber baseado em teoria e experimentação.
•    O conhecimento tecnológico permite que hajam paises dominantes e dominados. Países que detém a tecnologia e países que apenas a consomem.
•    A natureza é finita e equilibrada. A tecnologia é infinita e desequilibrada.
•    A alfabetização científica pode salvar o planeta.

Por entre mídias e artes, a cultura

Segunda, Fevereiro 18th, 2008
PINHEIRO, Amálio (2004) Por entre mídias e artes: a cultura. Revista GHRBH Revista Brasileira das Ciências da Comunicação e da Cultura e de Teoria das Mídias. Vol.6. Disponível na World Wide Web em: http://revista.cisc.org.br/ghrebh6/artigos/06amalio.htm Acesso em 14/09/2006.

•    Na América Latina não existe o conceito de sucessão política linear e progressiva, ou seja, as variantes culturais são muito maiores.
•    No Brasil, existe uma maior interconexão entre os diferentes tipos de mídias, e isso se dá, claramente, pela capacidade de “juntar” vários povos, com várias idéias e culturas.
•    No Brasil a vanguarda estava mais avançada que na Europa, e muito das coisas que se faziam lá só eram compreendidas aqui, e isso graças à nossa herança cultural miscigenada.
•    No Brasil os conceitos sociológicos norte-americanos ou europeus não funcionam. Aqui é necessário usar conceitos mais fluidos, menos herméticos.
•    As mídias são muito mais interconectadas, assimilando conceitos umas das outras. O jornal é um exemplo disso.

Macbook Air - O laptop mais fino do universo

Sábado, Janeiro 19th, 2008

Eis o laptop mais fino do mundo. Sinceramente, esperava um pouco mais. Ele tem alguns defeitos complicados de se trabalhar nos dias de hoje. O primeiro deles: Ausência de um gravador/leitor de DVD. Isso quer dizer que, se eu for para a praia não poderei passar na locadora e pegar aquele “pacotão” de filmes, porque não terei como assisti-los. No comercial da Apple, nos falam de um drive externo. Mas daí seria mais uma bugiganga para termos que carregar.

Outro problema? Só uma entrada USB. Eu já sofro com o meu macbook pro que tem apenas duas entradas, imagina uma só? Tem uma entrada firewire também, mas entradas firewires são dificílimas de encontrar e, quando o são, é uma facada sem dó.

Do ponto de vista da Apple, tudo será feito wireless. Tudo!!!! Tanto que, no comercial eles mostram um CD sendo instalado via wireless. Guardar arquivos? wireless. Conexão com outros dispositivos? wireless.

A Apple sempre se mostrou atenta ao futuro, e, quando no passado remoto de 1998 lançou o iMac original, a ausência do disquete foi um parto. E eles estavam certos. Com certeza, à frente de seu tempo. Mas, sinceramente, uma boa parte de consumidores irão se afastar do macbook air por causa dessas dificuldades.

Ah, um comentário pertinente: No comercial (guided tour) do produto, a Apple estranhamente instala um produto do seu maior concorrente, o Microsoft Office 2008 para mac. Estranho. Mas Jobs e Gates são homens de negócios muito bons… Alguma coisa (maior) devem estar aprontando.

E para ver o comercial - guided tour, taí o link - http://www.apple.com/macbookair/guidedtour/