Cidades e cidadãos imaginados pelos meios de comunicação
GARCÍA CANCLINI, Néstor. Cidades e Cidadãos imaginados pelos meios de comunicação. Opinião Pública. [online]. May 2002, vol.8, no.1 [cited 26 August 2004], p.40-53. Disponível na World Wide Web em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762002000100003&lng=en&nrm=iso. ISSN 0104-6276.
• A cidade pode ser entendida através da relação de seus processos de comunicação. Hoje, a cidade é mais do que o local de trabalho e habitação. É o local da comunicação.
• Quem faz a demarcação de “O que é a cidade” são os meios de comunicação.
• Os problemas urbanos são “ajeitados” pelas redes de comunicação.
• A cidade é uma metáfora da comunicação.
• É mais importante que as pessoas circulem pela cidade do que tenham uma boa qualidade de vida. Assim, em detrimento das praças e das áreas de sociabilidade, são feitos mais e mais viadutos e vias de transporte.
• A definição de “o que é a cidade” sai da esfera dos moradores e passa à TV.
• Os meios de comunicação criam as “tribos”urbanas.
• Antigamente, os “limites”das cidades eram bem definidos na literatura. Hoje, com a TV e o ciberespaço, esses limites são menos claros, dificultando até mesmo uma identidade com a cidade.
• Embora a maioria dos jornais tenha uma relação preferencial com a cidade em que são produzidos, atualmente o conjunto de sua informação mostra uma articulação complexa entre o local, o nacional e o internacional.
• Para a imprensa, a “cidade” é o que ocorre no centro ou nos bairros “pobres”.
• Para o jornal, os cidadãos estão em um lugar que é subordinado às ordens. Para o jornal, a cidade é muito mais homogênea do que o é na verdade.
• O rádio ajuda a manter um pais unido graças à língua.
• O rádio é mais aberto às queixas e idéias do cidadão comum, que se sente “parte”da cidade graças à possibilidade de opinar.
• A TV distancia a população da realidade, tornando-a, diversas vezes, insensível aos dramas ocorridos a poucos quilômetros.
• Uma descoberta é que a mídia contribui para reproduzir, mais do que para alterar, a ordem social.
• A TV favorece à perda da criticidade, Aceita-se tudo com uma “seletividade pouco reflexiva”, onde a capacidade de critica é suprimida.