Educação e Tecnologia
BASTOS, João Augusto (1997) Educação e Tecnologia. Revista Educação & Tecnologia. [on-line] Curitiba, CEFET-PR. Volume 1, n° 1, julho, [cited 26 august 2004], pp 05-29. Disponível na World Wide Web em: http://www.ppgte.cefetpr.br/revista/vol1/art1.htm
• A educação no mundo de hoje tende a ser tecnológica, e, consequentemente, exige entendimento e interpretação de tecnologias.
• Neste contexto, a educação apresenta-se não como necessidade universal, mas como compreensão dos homens, dos fenômenos humanos e dos fatos, pois a sociedade moderna inclina-se fortemente para o trabalho industrial, correndo o risco de abandonar os fundamentos da própria vida.
• É necessária uma postura critica em relação à tecnologia, para que o homem continue sendo homem e não sucumba. A educação, por mais tecnológica e profissionalizante não pode se esquecer do ser humano.
• Educar pensando criticamente faz com que educador e educando aprendam continuamente forjando um saber de práticas e de vida, o saber ser.
• A teoria da ação comunicacional de Habermas é uma maneira reflexiva de observar os processos sociais e todos os seus males.
• Para Adorno, educação emancipatória é a intermediação entre sujeito e objeto, para utilizar corretamente os instrumentos pedagógicos.
• Acredita-se que, graças a educação, a tecnologia melhorará, deixando de ser apenas “coisas” técnicas.
• A soma da educação com a tecnologia poderia fazer um mundo “real”melhor.
• O fio condutor do acontecimento histórico foi a utilização e fabricação de instrumentos, provocando a dialética entre as necessidades naturais e a satisfação do homem. A necessidade determina o instrumento que, por sua vez, conduz à satisfação. Os instrumentos geram novas necessidades.
• Assim surgiu a história da máquina. Em volta da máquina, são organizadas as relações de trabalho e alterados os comportamentos dos trabalhadores.
• A tecnologia é uma linguagem que provoca ações sociais, e que nunca é neutra politicamente. A estrutura de poder sempre se vale das conquistas tecnológicas, e a tecnologia não existiria sem vontade política para desenvolvê-la.
• O homem precisa controlar a tecnologia ao invés de ser controlado por ela. A melhor maneira de fazer isso é a educação.
• Cabe ao historiador compreender o papel da máquina e sua importância em cada período histórico.
• A história é a responsável por aproximar a educação da tecnologia, e fazer com que uma entenda a outra.
• Graças à tecnologia, hoje o principal trabalho é o dos serviços, onde qualquer coisa pode ser uma “mini-fábrica”.
• O trabalho muda para uma gestão descentralizada dos serviços, e com isso a principal força motriz torna-se a comunicação. Uma boa gestão de trabalho é aquela que faz com que todos os grupos colaborem entre si.
• Quando trabalhadores e dirigentes não se falam (como no ambiente taylorista), a riqueza da linguagem é abandonada.
• O trabalho hoje é algo alem do ganha-pão. Também é uma força para gerar novos conhecimentos.
• A escola transforma artesão (errático) em professor quando sistematiza o ensino.
• Saber = poder. O capitalismo sabe e se vale disso. Para o capitalismo, o saber da humanidade é mais uma das ferramentas para gerar riqueza.
• O saber divide o trabalho entre intelectual e de execução. Ou seja, o modo de produção capitalista alija uma série de trabalhadores.
• O trabalho hoje é uma ação eminentemente comunicativa. Assim, é necessário que o trabalhador busque o saber, cada dia mais. E esse saber provém mais do mundo do que das posições dogmáticas previamente estabelecidas.
• O conhecimento tácito é implícito e impossível de ser traduzido num discurso. Essa parte do conhecimento que escapa do discurso e se transmite na pratica é chamado “modus operandi”.
• Por mais valorizado que sejam os “modus operandi” e o conhecimento formal, o conhecimento ideal é a junção de ambos.
• Educação tecnológica é mais do que apenas “dar o que o mercado quer”. É criar um indivíduo capaz tecnicamente, mas que também consiga pensar criticamente.