Imagem fotográfica e temporalidade social
LEITE, Marcelo Henrique (2004) Imagem Fotográfica e Temporalidade Social. Studium, num. 18. Disponível em: http://www.studium.iar.unicamp.br/18/04.html Acesso em 21/09/2005. Trabalho apresentado ao NP-20 - Fotografia: comunicação e cultura no IV Encontro dos Núcleos de Pesquisa - XXVII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Porto Alegre, PUC-RS, 2004.
• Flusser fala sobre a imagem técnica onipresente. Já Baudrillard fala da imagem-simulação como construtora de uma nova realidade.
• Para Flusser as imagens existem graças à imaginação. Nelas perdem-se o tempo e o espaço, que é construído pelo leitor.
• Ainda segundo Flusser, as imagens deveriam representar o mundo, mas não o fazem, uma vez que representam algo irreal.
• As pessoas acreditam nas imagens, esquecendo que elas são construções.
• A sociedade lê imagens falsas, mas as aceitam, criando a anomia da sociedade de massa.
• As imagens digitais constroem novos mundos, deixando as pessoas incapazes de entender a realidade do momento em que a foto foi tirada.
• Para Baudrillard, tudo tende à publicidade, da economia à guerra. Assim, até as imagens jornalísticas tendem a ser imagens publicitárias.
• Para Flusser, o futuro da fotografia é o fotografo deixar de ser escravo do equipamento.
• Para Baudrillard, não há mais tempo de reflexão, e achar que uma imagem retrata o real é ingenuidade.
• Para Flusser, a imagem técnica é uma tentativa de fazer com que a sociedade não precise mais pensar, já que está tudo explícito. Já para Baudrillard, como não precisamos pensar, não conseguimos mais entender o fato, e somos escravos das simulações.
• Para Martín-Barbero, a imagem é mais um segmento de consumo, e para estuda-las, temos que estudar o consumo de todos os segmentos.
• Já que a leitura é um hábito de consumo, existe, além da reprodução, também a produção, que é independente e tem sua mensagem.
• Para Martín-Barbero, o consumo também é um lugar de produção de sentidos, e é permeado pelas idéias culturais e sociais.
• Para Martín-Barbero, o sistema de mídia está perdendo sua especificidade e se tornando uma parte de um sistema maior, como político, social ou econômico. Isso vai contra as idéias de Baudrillard.
• O tempo cronológico é fundamental no capitalismo, mas não é na cotidianidade. O tempo é formatado também na sociedade e até nos indivíduos.
• O tempo é uma das formas de articulação de poder, e o tempo globalizado não é necessariamente o tempo social da recepção consumo, uma vez que com o passar do tempo determinadas fotos atingem uma proporção ainda maior.
• Apesar da globalização, as culturas e o tempo influenciam a leitura da foto.