O Design no dia-a-dia - Capítulo 6 – Os desafios do design

Norman, Donald A. – O design do dia-a-dia – Rio de Janeiro: Rocco, 2006 - à venda aqui

174 - O design é testado, encontram-se erros, arruma-se, testa-se novamente e assim vai até que a energia e /ou os recursos se esgotem. É por isso que o design evolui.

175 - No design que evolui, as características ruins são modificadas até ficarem boas, enquanto as boas são mantidas. O termo técnico para isso é hill-climbing

175 - O problema atual é a falta de tempo para a depuração completa de um produto. O mundo capitalista não pode esperar até que algo fique realmente 100% até chegar às lojas.

176 - Existe outro problema. Cada marca, cada empresa, deseja ter sua “assinatura” no produto. Fica então difícil de conseguir uma homogeneidade que assegure a evolução.

177 - O mercado exige velocidade e novidade.

182 - Uma vez que se consegue obter um produto satisfatório, mudanças posteriores podem ser contra-producentes.

187 - Uma parte importante e muitas vezes negligenciada do processo de design é o estudo de como exatamente os objetos projetados deverão ser usados.

188 - Designers quase sempre pensam em si próprios como usuários típicos. Não são.

190 - Muitas vezes, também, o cliente não é um usuário comum.

195 - A “pessoa padrão” não existe. Com isso, tudo fica mais difícil de ser criado, uma vez que tenta-se com apenas um design, atingir a maior gama possível de pessoas.

198 - Talvez uma das soluções seja a flexibilidade dos projetos. Coisas que podem ser ajustadas e, assim, atingir a maior gama possível de pessoas.

200 - O designer também deve estar preparado para as pessoas que não pensam na hora de fazer as coisas, principalmente por estarem distraídas e, com isso, podem estragar o objeto ou mesmo sofrer um acidente.

206 - Um dos maiores problemas de design é chamado de “creeping featurism”, que é a inclusão de novos recursos e características em um equipamento, o que resulta em excesso de coisas (por muitas vezes inúteis)

207 - Existem duas maneiras de evitá-lo. Uma é o comedimento. Parar de colocar tanta coisa no projeto. E a outra é a organização. Quanto mais organizada está a parte visual, mais coisas podemos colocar nela (sem exagerar)

208 - Outro problema do designer é sentir-se tentado a idolatrar a complexidade. Comprar algo mais caro e com mais funções apenas pelo prazer de ter o melhor, o mais caro ou o mais tecnológico.

210 - A comunidade de designers raramente é chamada para ajudar no projeto de produtos de computador.

210 - A natureza abstrata do computador constitui um desafio adicional ao designer.

210 - Tornar o sistema mais fácil de usar e de compreender é um esforço adicional na criação de softwares.

216 - Um método importante  de tornar os sistemas mais fáceis de aprender e usar é torna-los exploráveis, ou seja, encorajar o usuário a fazer experiências e aprender as possibilidades através da exploração ativa. As pessoas aprendem melhor assim: Apertando botões e vendo o que acontece.

216 -  Para que o sistema seja explorável, é necessário que:
Em cada estado do sistema, o usuário tem que ver prontamente e ser capaz de fazer todas as ações permissíveis.
O efeito de cada ação deve, ao mesmo tempo, ser visível e fácil de interpretar.
As ações não devem implicar custos. As ações devem ser reversíveis.

2 Responses to “O Design no dia-a-dia - Capítulo 6 – Os desafios do design”

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