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Por que ter um iPod?

Sábado, Dezembro 22nd, 2007

iPodDurante muito tempo falei que ter um iPod era uma grande besteira. Também disse que um xing-ling coreano comprado no Paraguai era uma melhor opção, uma vez que era mais barato, mais fácil de chegar até aqui e, não se eu já falei, MUITO mais barato. Além de tudo, o iPod era mais caro.

Bom, mas eu comprei um iPod e agora tenho que me defender, pois não mudei minhas idéias. O iPod é que melhorou muito.

Para começo de conversa, sempre achei que um dispositivo que eu precisasse ficar escolhendo qual música gravar era uma dor de cabeça. Afinal, eu queria poder escutar o que me desse na veneta, na hora que eu quisesse. Isso sem falar que eu gastei um belo tempo e uma bela grana (sem falar o esforço) para ter uma grande coleção de cds. Se eu não pudesse digitaliza-los e colocar todos em apenas um lugar, de que me adiantaria?

Veio então o iPod de 160 Gb. Well, com esse tamanho minha coleção caberia dentro do aparelhinho. Hmmmm. Comecei a me empolgar com a idéia.

Outra coisa que sempre me incomodou um pouco no iPod é que ele sempre teve que ser coordenado pelo iTunes, que funcionava muito lentamente no meu PC. Quando comprei o mac, esse problema parou de existir.

Mas o tiro de misericórdia veio quando decidi fazer da minha biblioteca (sim, eu moro sozinho, logo posso me dar ao luxo de, no quartinho extra, crir uma biblioteca) também um espaço de som, capitaneado pelo meu mac, ligado no meu antigo som da Aiwa que não lê mais cds. Quando fiz isso, senti a necessidade de começar a organizar melhor minha coleção, e nisso o meu iTunes foi espetacular.

Um dos motivos pelos quais eu sempre defendi o cd foram as capas. O outro era a existência (ok, não em todos) das letras das músicas. Isso sempre foi um diferencial. Tanto que o próprio disco de vinil tinha um apelo ótimo nesse sentido. Capas maiores, letras em papel maior…

Só que com o iTunes e um plug-in chamado Gimmesome Tune essas duas particularidades vieram à tona. O meu iTunes agora pode procurar as capas dos discos E as letras das canções ( e exibi-los, logicamente). A idéia de um iPod se aproximava rapidamente.

Com a minha discoteca (nome ultrapassado, huh?) organizada (como você pode conferir aqui) comecei a mexer melhor no iTunes, e descobrir a magia do Cover Flow. Não, ele não funciona apenas para ser bonitinho. Realmente ajuda. Isso sem falar que graças ao gimmesome tune eu podia ler todas as letras apenas apertando um conjunto de teclas de atalho.

Não teve mais jeito. Comprei o iPod. 160 Gb. Agora TODA minha coleção de cds cabe na palma da minha mão, além de alguns vídeos que baixei no You Tube graças ao ótimo software TubeTv. Também tem um joguinho muito bom no novo iPod, parecido com o Jogo do Milhão do titio Silvio, mas com sua própria biblioteca de álbuns. Muito mais bacana do que o joguinho da geração 5. Isso sem falar que o Cover Flow está presente e que a interface está mais intuitiva do que nunca.

Ainda penso que, se você não é um ouvinte incondicional de música, e se toda sua coleção de cds cabe num porta-cds de 15 unidades, um xing-ling paraguaio terá um custo benefício muito maior do que a compra de um iPod. Agora, se você realmente escuta música, aconselho dar uma olhadela no gadget da Apple.

Design de Interação e paciência

TerÇa, Outubro 9th, 2007

MAcBookProDesde que comprei meu MacBookPro minha vida mudou. Não somente porque eu sempre quis ter um mac, mas porque precebi que algumas da minhas reações frente ao computador mudaram.

Quem pensa que macs não travam está iludido. Travam sim. Bem menos que os pcs normais, com windows, mas mesmo assim, travam. O MacOsX na realidade nunca travou na minha mão, mas alguns programas insistem em nunca funcionar direito.

Mas o real motivo deste post não é ver se o mac trava mais ou menos. A questão que quero colocar aqui é a minha paciência em relação ao mac.

Esses dias estava autorando um DVD e o DVD Studio Pro resolveu travar, obviamente, no penúltimo clic. Se fosse num pc, com certeza teria esmurrado, bradado, xingado, falado nomes feios e teria mais uma pedrinha no meu saco em direção ao mármore do inferno. Mas não fiz isso. Simplesmente olhei pro mac, e exclamei: “pôxa…” e fiz tuuuuuuudo de novo. Sem stress, sem briga e no caminho para o céu.

Então me toquei que estava muito mais paciente e comecei a tentar descobrir o porque. Acho que, graças à interface do mac, que é bonita, elegante e atrativa, não fico mais com tanta raiva. A interface ajuda muito o usuário. Todos sabem disso. Mas paciência com o equipamento graças à interface é uma coisa relativamente nova no mundo dos computadores.

Claro que no mundo automobilístico isso já existe desde o Henry Ford, já que as pessoas são muito mais “calmas” com um porsche do que com um chevette. Isso acontece também com outros equipamentos, como DVDs que vêm com chatos menus interativos, mas você acaba aguentando de tão “bacanas” que eles são.

O caso é: Porque a microsoft e a comunidade linuxista não se preocupam tanto com o design? Com certeza as pessoas ficariam mais à vontade com seus equipamentos e não teriam tanto stress, trabalhando melhor e com mais afinco. Isso sem falar que as pessoas que naturalmente têm aversão à computadores começariam a usá-los, aumentando mais a compra de equipamentos e engordando os já generosos bolsos de tio Bill. Aos linuxistas, a inclusão digital tornar-se-ia algo mais próximo, pois não é só de falta de dinheiro que carecem as pessoas, mas de falta de coragem também.

O design de interação é mais do que deixar os usuários “acharem” as coisas dentro de um site ou a acessibilidade de um equipamento. Interação também é o psicológico, é a graça de usar, o sorriso do usuário ao ver a beleza. E a paciência de não se preocupar quando tudo trava.