Tecnologia, desenvolvimento social e educação tecnológica
DE CARVALHO, Marília Gomes de Tecnologia, desenvolvimento social e educação tecnológica. Educação & Tecnologia. Curitiba, CEFET-PR. Volume 1, N ° 1, pp 70-87. Disponível na World Wide Web em: http://www.ppgte.cefetpr.br/revista/vol1/art4.htm / http://www.bibvirt.futuro.usp.br/
• O texto trata das implicações sociais do desenvolvimento tecnológico.
• A tecnologia passa a ser vista dissociada das necessidades do modo de produção capitalista, e começa a ser considerada um fenômeno isolado, alienando os trabalhadores e impedindo-os de tomar consciência das reais implicações da tecnologia e o seu papel no capital.
• A tecnologia não necessariamente torna a vida do homem mais fácil e mais agradável.
• Sociedade e tecnologia não podem ser estudadas isoladamente, mesmo porque os indivíduos são maiores que a sociedade.
• A sociedade e suas regras são mais lentas que a tecnologia.
• O capitalismo sustentado pela tecnologia não é a única organização mundial, principalmente porque a maioria da população não têm acesso a essa tecnologia.
• Trabalhadores são substituídos por máquinas (tecnologia), deixando homens sem emprego e os que estão empregados com dificuldades de lutar por melhores condições.
• Quem domina a informação, domina o povo.
• Atualmente, o Estado perde seu poder, que é delegado às empresas multinacionais.
• Uma das maiores dificuldades atuais é manter a identidade cultural em um mundo cada vez mais globalizado.
• O capitalismo tecnológico talvez não seja a solução para todos os povos. A identidade cultural é algo que o capitalismo elimina, e que alguns povos não aceitam.
• O mundo não está só globalizado, está também ocidentalizado, tanto financeiramente quanto culturalmente.
• Os paises ricos têm uma globalização “melhor” que os países pobres.
• Não é porque os povos têm acesso aos mesmo aparelhos que eles utilizam da mesma forma. A cultura de cada povo também se faz presente no momento de uso da tecnologia.
• Os governos, assim como as pessoas, não querem o “bem” do seu semelhante. Querem vencê-lo.
• Um país de terceiro mundo quando se depara com a tecnologia:
. - Cria uma dualização crescente, bem como uma diferença de classes dentro do próprio país.
. - As sociedades excluídas tentam desesperadamente rejeitar as regras do jogo, criando populistas e ditadores.
. - Cria-se uma marginalidade (drogas, prostituição, etc)
. - Se depara com muitos migrantes que vão para os países desenvolvidos.
• Ou o país está informatizado, ou está numa ilha nacionalista.
• A tecnologia é boa para quem tem acesso a ela. Mas a maioria não tem. Tecnologia não é desenvolvimento social.
• Um brasileiro pobre é muito semelhante a um americano pobre.
• Atualmente as pessoas dependem fundamentalmente da tecnologia nas grandes cidades. E cada dia surge uma nova tecnologia sem a qual não se pode viver.
• O homo-urbanus não sabe mais viver sem pressa. E está cada vez mais apressado graças à competitividade.
• A globalização acentua as desigualdades sociais.
• A educação tecnológica deve compreender também idéias humanísticas. O aluno deve entender a tecnologia permeada pelas alterações que ela promoverá na sociedade
• O aluno deve entender o novo papel da tecnologia, com um viés critico, entendendo que ela causa conflitos e respeitando as diferenças sociais.