Tecnologia, inovação e educação. Chaves para a competitividade.

CARVALHO, Hélio Gomes de (1998a) Tecnologia, Inovação e Educação: Chaves para a Competitividade. Revista Educação & Tecnologia. [on-line] Curitiba, CEFET-PR. Volume 2, n° 3, agosto, [cited 26 august 2004], pp 81-95. Disponível na World Wide Web em: http://www.ppgte.cefetpr.br/revista/vol3/art5.htm

•    Alguns dos desafios da tecnologia do ponto de vista social são: A desconexão entre a economia dos produtos primários e a economia industrial; A desconexão entre produção e emprego e, por último os movimentos de capital como força de impulsão da economia mundial.
•    Atualmente há um deslocamento do eixo de empregos, principalmente para área de serviços.
•    Outras tendências e desafios são a formação de megablocos econômicos, a competitividade acirrada em todos os segmentos, a globalização da economia e as tecnologias emergentes.
•    Neste contexto, temos ainda o aumento crescente do peso do complexo eletrônico, um novo modelo de produção industrial, a revolução dos processos de trabalho, a transformação das estruturas e estratégias empresariais, novas bases da competitividade, globalização enquanto aprofundamento da internacionalização e o surgimento de alianças tecnológicas para a competição.
•    Com a globalização tem-se uma forte aceleração da mudança tecnológica, e a gestão de empresas e serviços muda. Os oligopólios avançam baseados na interdependência dos mercados.
•    Entretanto, o processo de inserção no mundo globalizado para um país em desenvolvimento é dificultado pelos países do primeiro mundo.
•    Os fanáticos do livre mercado se recusam a compreender que a ordem mercantil está seriamente ameaçada quando inexistem regras e instituições centralizadas.
•    Na América Latina, a maioria dos países optou por uma “proteção industrial”, ou seja, reserva de mercado, tendo em vista sua carência de experiência industrial. O que se sucedeu foi uma “acomodação”por parte do empresariado, que não buscou níveis de produtividade dentro dos padrões internacionais necessários. Assim, as empresas latino-americanas adquiriram capacidade de  produção, mas não capacidade tecnológica. Isso provocou um aprendizado fragmentado e não sustentável a médio prazo.
•    Para competir mundialmente, uma empresa deve poder internalizar, em escala internacional, bens especializados e recursos, tais como: conhecimento tecnológico, competência organizacional, finanças, etc…
•    As empresas brasileiras, com raras exceções, não desenvolveram, ao longo do processo de industrialização do país, capacitação inovativa própria, o que as limita atualmente em termos de aquisição, absorção, transferência e capacitação tecnológica.
•    A principal vantagem da indústria brasileira é o tamanho do seu mercado interno.
•    Atualmente, a informação é a maior mola-propulsora dos processos de trabalho. Ela está fazendo uma revolução tal que hoje o desenvolvimento depende da capacidade de conhecimento e das informações disponíveis para atuar sobre o processo de trabalho.

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